domingo, 13 de fevereiro de 2011

On 15:47 by Prisma   No comments


Por: Vanessa Barbosa, de EXAME.com

SÃO PAULO - A gigante de alimentos Unilever está empenhada em baixar as emissões de carbono em suas fábricas de sorvete.
Dona de marcas como Kibon no Brasil, Algida e Wall's na Europa, e Ben & Jerry's nos Estados Unidos, a maior fabricante de sorvetes do mundo anunciou a construção de um biodigestor capaz de transformar restos da produção da guloseima gelada em energia
Fábrica de uma das maiores marcas do grupo, a Ben & Jerry´s,
vai ganhar um biodigestor capaz de gerar energia a partir de
resíduos de leite, nata e pedaços de frutas
Fruto de uma parceria com um produtor de água e sistemas de purificação de gás, o biodigestor está sendo instalado em uma das fábricas holandesas da icônica marca de sorvetes americana Ben & Jerry's.
Ele vai gerar biogás a partir de resíduos de produtos como leite, nata, proteínas, xaropes e pedaços de frutas. A tecnologia, que deve entrar em operação ainda este ano, será responsável pelo suprimento de 40% de toda a energia da fábrica.
Além de evitar desperdícios durante a produção, o sistema também será capaz de purificar a água dos resíduos. De acordo com a Parques, empresa responsável pelo sistema, o biodigestor foi especialmente desenvolvido para o tratamento anaeróbio de fluxos de resíduos que contêm gorduras, óleos e sólidos biodegradáveis como as proteínas e o amido.
Para a transformação, o aparelho conta com um reator repleto de microorganismos - são 24 quatrilhões, ou 24.000.000.000.000.000 - que vão 'comer' os resíduos e convertê-los em biogás.
No ano passado, a Unilever anunciou algumas metas agressivas em prol do meio ambiente, incluindo planos para cortar emissões de gases de efeito estufa, uso de água e produção de resíduos de forma sustentável, além de garantir que a origem sua matéria-prima agrícola venham de fontes que não agridem a natureza.
O grupo, que em 2010 manteve a liderança no setor de Alimentos e Bebidas dos Índices de Sustentabilidade Dow Jones pelo 12º ano consecutivo, também planeja dobrar a utilização de energias renováveis para 40% de toda sua necessidade energética até 2020.

On 14:05 by Prisma   No comments

Por: Redação do Site Inovação Tecnológica

Foguete a álcool

O sistema é composto por dois reservatórios de propelentes, 
um de etanol e outro de oxigênio líquido.[Imagem: IAE]
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) está coordenando a construção de um foguete brasileiro alimentado por propelente líquido - mais especificamente, por etanol.
O projeto está na etapa de construção do sistema de alimentação do motor foguete, cuja principal função é fornecer ao motor do foguete o propelente líquido nas pressões e vazões necessárias para o correto funcionamento do motor.
O sistema de alimentação será um dos componentes do primeiro foguete brasileiro funcionando exclusivamente com propelente líquido, o VS-15.
O VS-15 possibilitará a realização de ensaios em voo do motor foguete a etanol, verificando se o motor corresponde às características de projeto.

Alimentação do motor foguete

Um dos reservatórios do motor foguete, destinado
a armazenar o etanol. [Imagem: IAE]
O sistema é composto por dois reservatórios de propelentes, um de etanol e outro de oxigênio líquido, e um reservatório de gás pressurizante, todos fabricados em fibra de carbono, para redução da massa total.
Diversas válvulas fazem o controle do fornecimento do etanol e do oxigênio ao motor, além do abastecimento prévio dos reservatórios A pressão dos fluidos nos reservatórios é mantida por reguladores de pressão especiais.
O sistema de alimentação já passou pela revisão de requisitos de sistema e pela revisão preliminar de projeto.
O projeto está agora em fase de fabricação dos modelos de engenharia dos reservatórios e dos reguladores de pressão e aquisição dos componentes, com a finalidade de montagem de um modelo de engenharia do sistema completo para realização dos primeiros ensaios funcionais a frio.