quinta-feira, 28 de julho de 2011

On 15:55 by Prisma   No comments
Novo ciclo de expansão

“Junto ao porto, junto ao porto, junto ao porto”. Esta é a única resposta para o efetivo desenvolvimento da indústria baiana, segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Fieb, José de Freitas Mascarenhas. Logística e inovação tecnológica são, de fato, as bases para o para o desenvolvimento do potencial da indústria baiana nos próximos anos.  Um novo ciclo de expansão se avizinha. A diversificação amplia e fortalece a vocação industrial do estado, mas o desenvolvendo industrial se realiza por onde existem corredores para o escoamento da produção e a recepção de insumos. Por isso Mascarenhas é tão taxativo ao relacionar a importância da logística portuária com desenvolvimento industrial de uma região. Segundo ele, só o modal portuário é capaz de atrair novos empreendimentos, já que para transformar matéria-prima em grande escala as empresas necessitam atingir mercados que não estão aqui, nacionais e internacionais. “É o porto que permite isso”, frisa o presidente da Fieb.
Complexo Petroquímico de Camaçari. (Fonte:ACEC)

 A otimização da indústria dentro de parâmetros modernos e competitivos é uma busca constante. O setor de transformação no Brasil está sob grande pressão competitiva, principalmente devido à questão cambial e à demanda de redução do custo Brasil. As oportunidades são muitas para melhorar a gestão logística e atrair cargas de outros estados e mesmo as baianas. Para a Suzano Papel e Celulose, a criação do Porto Sul, com a tecnologia semelhante ao de Suape, em Pernambuco, pode tornar viável a sua exportação por um terminal baiano, desde que casado com a duplicação da BR 101. Outra demanda é o licenciamento ambiental mais ágil, que também amplia a viabilização de investimento pesados.
Na mineração, a Bahia dá um novo salto com a prospecção e exploração de novas jazidas minerais. É o estado também voltado para o interior, com o desenvolvimento não só do segmento de minérios, mas de todo o tipo de produto industrial ou não. Clovis Torres, ex-integrante da Bamin, afirma que os novos escritórios da Fieb em Barreiras e Ilhéus mostram que a própria federação está se interiorizando, vendo a força desse novo modal logístico e das novas áreas de produção.  “O novo complexo modal do Sul do estado viabilizará uma série de projetos que estavam engavetados”, diz executivo.
O desenvolvimento segue para o interior com foco em uma maior descentralização de atividades distantes dos grandes centros. O diretor de Operações da Veracel, Ari Medeiros, afirma que isso só será possível de fato com a ampliação da infraestrutura no interior e dos aportes em logísticas e processos. “Esta é uma tendência nacional, fruto do maior desenvolvimento do país e não se restringe apenas à Bahia, mas ao Nordeste e ao país como um todo”, ratifica.
Os chineses já perceberam a oportunidade. O Grupo Chongqing lançou sua pedra fundamental de processadora de soja e anuncia a implantação de uma indústria têxtil em Barreiras, tendo como insumo o algodão da região, menos de dois meses depois de ter assinado com o governo baiano. A indústria Universo Verde deve esmagar 1,5 milhão de tonelada de soja por ano, quase metade da produção anual do estado.
Já a Braskem tem como premissa ampliar sua autonomia tecnológica, uma prioridade que reflete a importância da área de inovação, pesquisa e desenvolvimento na estratégia de expansão dos negócios da empresa. O seu crescimento também está apoiado no desenvolvimento de novas tecnologias. Até 2020, ela quer ser a líder global da química sustentável. Na percepção da Braskem é preciso seguir os bons. Roterdam, na Holanda e Antuérpia, na Bélgica, são exemplos de operações extremamente eficientes pela proximidade das empresas.
Para a Dow Brasil, caminhos para o futuro passam pela energia, tecnologia e inovação. Uma delas é a produção de uma unidade em parceria com a empresa Energias Renováveis do Brasil para a produção de vapor e energia a partir da biomassa de eucalipto. A planta será dentro da própria unidade no Complexo de Camaçari e deve começar a funcionar no primeiro trimestre de 2012.
Superar os entraves estruturais e conjunturais que ameaçam a competitividade, transformando-os em oportunidades para um crescimento sustentável de suas atividades nas próximas décadas é principal desafio do Complexo Industrial de Camaçari, que tem como visão o elevado desempenho operacional, excelência empresarial e responsabilidade socioambiental, gerando oportunidades de emprego, renda e riqueza para o País. Hoje, através dos seus 45.000 colaboradores, dos parceiros, clientes e acionistas das empresas que o integram, o Complexo trabalha no presente com os olhos no futuro, para que essa história de sucesso se repita nas décadas seguintes e a Bahia permaneça na vanguarda do desenvolvimento do Nordeste do País.
A sua vocação natural para atrair novos empreendimentos sinaliza, no entanto, para a necessidade de superação de certos desafios, como forma de assegurar a competitividade atual e futura do Complexo Industrial, que avança em nova etapa, caracterizada pela expansão, adensamento e diversificação dos empreendimentos existentes, com ênfase na complementação da sua cadeia produtiva, principalmente no que se refere à produção de bens finais, fornecimento de materiais e serviços para os negócios já instalados, complementação de ciclos produtivos dentro de uma mesma cadeia, assim como a utilização e processamento das matérias-primas geradas e/ou disponíveis na Bahia.
A chegada da maior planta acrílica do Brasil, por exemplo, sinaliza para outros empreendimentos os benefícios de se instalar no município de Camaçari, que detém a segunda maior arrecadação de ICMS do estado da Bahia, depois de Salvador. Entre os atrativos dessa indústria está o fomento da cadeia, desde a primeira geração, através do suprimento de matéria-prima pela Braskem, passando pela segunda geração, com desdobramentos importantes também na terceira geração, uma vez que possibilita a fabricação de produtos finais com maior valor agregado. No entanto, o futuro só se realizará com o equacionamento de algumas questões, a exemplo da disponibilidade do gás natural para essa finalidade, manutenção do estímulo à inovação tecnológica e da isonomia fiscal, além da solução de pendências ainda existentes em relação à infraestrutura e logística.
Uma parceria entre a Fieb, o governo do Estado e a Petrobrás desenha uma nova política de industrialização para a Bahia, porque apenas os instrumentos financeiros como atrativos para novos empreendimentos não são mais eficientes para as empresas. É preciso somar outros fatores, inclusive a captação de grandes negócios, que cria um sistema mais eficiente de produção com o adensamento das cadeias produtivas.
Quando o Complexo de Camaçari completou 33 anos foi entregue uma carta ao Governo e à sociedade como uma ratificação e ampliação do documento similar apresentado em 2008, com proposições estruturantes que visam ampliar ainda mais a competitividade do Complexo e o anúncio de novos investimentos para Camaçari, da ordem de US$ 4,3 bilhões até 2011, mantidos e realizados, apesar das adversidades conjunturais impostas pela crise mundial.
A Carta do Polo 2011 faz um balanço dos resultados alcançados até aqui com destaque para a implantação do Sistema BA 093, redução da alíquota de ICMS de 17% para 12% e liberação dos créditos acumulados de ICMS, evidenciando o que está em curso ou pendente e que precisa ser diligenciado. O principal objetivo da segunda edição da carta é manter ativa uma agenda empresarial positiva com o Governo do Estado para facilitar o diligenciamento das ações estruturantes nela propostas, as quais visam assegurar a competitividade atual e futura do Complexo Industrial por meio de sete vertentes: fiscal, infraestrutura e logística, matérias-primas e matriz energética, plano diretor, formação de mão-de-obra, pesquisa e inovação tecnológica, expansão e diversificação industrial. Condicionantes que também servem de base para o desenvolvimento industrial de outras cadeias produtivas em todo o estado, a exemplo de mineração, agroindústria, transformação, turismo, papel e celulose.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

On 12:05 by Prisma   No comments

Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.
Amigo é quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que
aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.
Amigo é aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". É ao mesmo
tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas
lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.
Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.
Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te
ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos. Amigo é
multimídia.
Olhos... Amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. É lua nova, é a estrela mais
brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.
Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação : amigo é quem te ama "e ponto". É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.

Autor Desconhecido


terça-feira, 19 de julho de 2011

On 15:36 by Prisma   No comments

Este equipamento, com jeitão de um aparelho de ar-condicionado, é um passo importante para resolver um dos maiores problemas energéticos da atualidade: o desperdício.

O novo aparelho conseguiu transformar 80 por cento de cada quilowatt-hora de calor desperdiçado em um quilowatt de capacidade de resfriamento. [Imagem: OSU]
Calor desperdiçado

Todos os equipamentos - de computadores e motores elétricos até os motores a combustão dos automóveis - usam apenas uma parcela pequena da energia que consomem.
Estima-se que nada menos do que 50% da energia produzida pelos carros, fábricas e centrais elétricas perca-se na forma de calor - nos motores a combustão dos carros, o desperdício pode chegar facilmente aos 80%.
Os engenheiros da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, estão usando uma nova abordagem para capturar e usar o calor desperdiçado nos escapamentos dos carros e caminhões, dos geradores a diesel, das usinas termoelétricas e de uma infinidade de outras fontes.

Reaproveitamento do calor

O objetivo do equipamento é usar esse calor para gerar energia elétrica ou, por estranho que possa parecer, para o resfriamento, seja em geladeiras ou em aparelhos de ar-condicionado.
"Isto pode se tornar uma importante nova fonte de energia e um modo de melhorar a eficiência energética," diz Hailei Wang, um dos pesquisadores do projeto. "O protótipo mostra que estes sistemas funcionam tão bem quanto esperávamos que funcionassem."

Refrigeração acionada por calor

O aparelho utiliza um princípio chamado "sistema de refrigeração ativada termicamente".
O aparelho combina um ciclo de compressão de vapor com um "ciclo Rankine orgânico" - ambas tecnologias de conversão de energia bem conhecidas.
Grande parte de sua eficiência vem do uso de microcanais extraordinariamente pequenos, que otimizam a troca de calor.
O novo aparelho conseguiu transformar 80 por cento de cada quilowatt-hora de calor desperdiçado em um quilowatt de capacidade de resfriamento.
Isto significa, por exemplo, que o ar-condicionado de um carro poderá ser alimentado pelo calor do cano de escapamento.
O sistema também poderá ser incorporado às tecnologias de energias alternativas como a energia solar fotovoltaica, a energia termo-solar ou a geotérmica, além dos geradores tradicionais, que funcionam com diesel ou gás natural.

Trocando calor por frio

"Esta tecnologia será especialmente útil se houver uma necessidade de sistemas de refrigeração onde o calor está sendo desperdiçado", disse Wang, o que ocorre principalmente nas indústrias.
O aparelho utiliza um princípio chamado "sistema de refrigeração ativada termicamente". [Imagem: Wag/Peterson]
 O uso em automóveis irá exigir novos desenvolvimentos, sobretudo em miniaturização e redução de peso do equipamento.
Os pesquisadores alertam que a eficiência de conversão não será tão alta quando a meta for produzir eletricidade, ficando entre 15 e 20 por cento - ainda assim, muito melhor do que simplesmente desperdiçar o potencial energético do calor lançado na atmosfera.
Outra abordagem usada para o reaproveitamento de calor envolve o uso de materiais termoelétricos.

Bibliografia:
Performance enhancement of a thermally activated cooling system using microchannel heat exchangers
Hailei Wang, Richard B. Peterson
Applied Thermal Engineering
30 May 2011
Vol.: Available online
DOI: 10.1016/j.applthermaleng.2011.05.026

On 15:29 by Prisma   No comments

 

Por Paula Rothman de INFO Online



Um grupo de pesquisadores do MIT conseguiu desenvolver uma bateria quase-líquida que pode ser a chave para a popularização dos veículos elétricos.
Os carros verdes são projetados há bastante tempo, mas seu desempenho ainda deixa a desejar quando comparado aos movidos a gasolina/álcool.
E aí que entra a equipe do MIT com sua nova arquitetura, chamada célula semi-sólida. Nela, componentes ativos das baterias (eletrodos positivos e negativos) são feitos de partículas suspensas em um eletrólito líquido. Essas duas suspensões são bombeadas através de um sistema separado por filtros (membranas porosas).
Na foto, a substância preta pegajosa no pote é o que abastece a bateria.
O segredo que faz esse projeto até 10 vezes mais eficiente do que as baterias “líquidas” já existentes é que ele combina a estrutura de baterias aquosas com a química de baterias de lítio-íon. Além disso, ele separa suas duas funções (armazenar energia e liberá-la quando necessário) em duas estruturas físicas diferentes.
Os pesquisadores acreditam que possam reduzir pela metade o tamanho e o custo das atuais baterias – o que tornaria os veículos elétricos competitivos no mercado.
Recarregar a invenção seria tão fácil quanto encher o tanque; basta trocar o líquido ou trocar de tanque e deixar para recarregar o material usado quando tiver tempo.
O projeto já foi licenciado por uma empresa chamada 24M Technologies – o que é um ótimo sinal para que seja posto em prática.
Resolver o problema da eficiência e tamanho das baterias já seria um grande avanço rumo à popularização dos carros elétricos. Afinal, para as coisas verdes emplacarem e serem realmente adotadas pelas pessoas, elas precisam apresentar vantagens de mercado. Apenas uma minoria estaria disposta/ teria condições de pagar mais caro por um carro menos eficiente que o movido a gasolina – mesmo sabendo que ele polui menos.
On 15:19 by Prisma   No comments


Por Bruno Leite, de INFO Online

Pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) desenvolveram uma tecnologia que permite imprimir células de energia solar em papel, tecido e plástico com um custo baixo.
De acordo com o site da instituição, a maioria das técnicas análogas usadas até então envolviam condições inóspitas, como líquidos e altas temperatura, o que tornava necessário o uso de materiais caros (que chegam a custar até duas vezes mais que as células em si).
Como a tecnologia recém-criada pelos pesquisadores do MIT usa vapor e não expõe o material a temperaturas acima de 120º Celsius, é possível usar papel comum, roupas e até plástico PET (o mesmo das garrafas de refrigerante) como base.
Outra característica interessante é que a folha de células pode ser dobrada sem ter seu desempenho afetado. Durantes os testes, os cientistas chegaram a dobrar a mesma folha mil vezes e a quantidade de energia gerada não mudou significativamente.
A eficiência energética da tecnologia ainda está em cerca de 1% (para comparação, a da maioria dos painéis fotovoltaicos disponíveis comercialmente é em torno de 12% e a de geradores a diesel, por volta de 40%), mas seus criadores acreditam que podem melhorar o número com ajustes nos materiais.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

On 18:59 by Prisma   1 comment

Caros colegas e leitores
Todos os anos a Prisma Jr. Consultoria realiza uma Pesquisa de Imagem com o alunado do curso de Engenharia Química. Para nós, essa é uma ferramenta extremamente importante, que revela como a empresa júnior é vista perante o corpo discente e para vocês é uma oportunidade de avaliar a Prisma Jr., dando críticas e sugestões, onde toda opinião é válida. A pesquisa é feita de um questionário simples, que leva cerca de 3 minutos para ser respondido.
Desde já a Prisma Jr. Consultoria agradece sua colaboração. Segue abaixo o link:

Questionário – Pesquisa de imagem 2011


Já conhece a Página no Facebook da Prisma Jr. Consultoria? Ainda não? Clique aqui para conhecer. É só curtir a página e ficar sempre atualizado! Aproveitem!

On 18:49 by Prisma   No comments


Universol

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram e depositaram pedido de patente de um composto que dissolve praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico.
O agente resolve um problema antigo ao ser capaz de dissolver sem alterar a composição química da substância.
A dissolução é um passo essencial para a análise de amostras, usada para avaliações de controle de qualidade ou da presença de componentes inorgânicos ou orgânicos, tóxicos ou não.
Os autores da descoberta são os professores Claudio Luis Donnici e José Bento Borba da Silva, do Departamento de Química da UFMG.
A substância, registrada com a marca Universol, está pronta para ser aplicada e ter sua tecnologia transferida a empresas que desejem produzir e comercializar o produto em larga escala.

Solvente universal

Segundo Donnici, o Universol é útil, por exemplo, para mostrar se um cosmético ou um alimento contém metal pesado, ou se a casca de uma árvore a ser utilizada para produzir um medicamento está contaminada com metais ou substâncias tóxicas.
"Ele também dissolve rapidamente carnes, unha, cabelo, pele, sementes, cereais ou qualquer outra matéria orgânica", comenta o professor.
Segundo Donnici, o composto é um agente solubilizante simples, eficiente e reprodutível, que dissolve praticamente qualquer tipo de amostra em um tempo que varia de um a 30 minutos. "Por isso pode ser considerado um agente solubilizante praticamente universal".
Outra vantagem do solvente é promover a solubilização à temperatura ambiente e, em quase todos os casos, sem necessidade de uso de métodos adicionais, como ultrassom e micro-ondas.
"Apesar do seu enorme poder solubilizante, o Universol é um reagente seguro, que pode ser manipulado sem complicações em qualquer laboratório e com a utilização de frascos de vidro ou de plástico (tipo eppendorf) comuns", informa.
Solubilização rápida

Claudio Donnici ressalta que outros agentes conhecidos de solubilização demoram cerca de 12 horas para dissolver, por exemplo, amostras de unhas ou de fios de cabelo, enquanto o Universol realiza essa solubilização em cerca de 30 minutos.
"Com o desenvolvimento desse método, mais simples e adequado para preparação de amostras, evitam-se dissoluções ácidas, extrações e outras dificuldades para o uso de técnicas espectrométricas de análise química, tornando-o mais viável para análises de grande quantidade de qualquer tipo de amostras para avaliação da sua composição química, especialmente quanto aos componentes inorgânicos", explica.
A equipe realizou testes com diversos materiais e demonstrou a eficácia do agente em alimentos, desde bebidas a cereais a sementes; em qualquer tecido animal ou vegetal; amostras minerais e inorgânicas ou biológicas, a exemplo de cogumelos, insetos e microrganismos, bem como em resíduos biológicos e materiais petroquímicos da área de cosméticos, o que possibilitou a realização de testes cromatográficos e espectrométricos, para análises das mais diversas.
"O grande trabalho foi mostrar o escopo e a confiabilidade da técnica para os mais variados tipos de amostra", informa Donnici.

Simplicidade impressionante

Donnici conta que os estudos foram patrocinados por um programa da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), cujo objetivo era consolidar estudos ambientais avançados.
"A intenção era estabelecer novas tecnologias científicas e computacionais para o monitoramento ambiental e análise de poluentes. Dentre as várias descobertas realizadas nesses anos de pesquisas, destacamos o desenvolvimento do Universol", comenta.
"O problema preliminar de análise química orgânica ou inorgânica dos mais diversos materiais é obter a total dissolução das amostras, com a formação de soluções homogêneas, de modo a não alterar sua composição química", esclarece.
Donnici revela que a equipe ficou impressionada com o que descobriu, uma vez que a composição é relativamente simples e barata, "de alta eficiência e rapidez e de escopo e aplicabilidade enormes".
On 18:41 by Prisma   No comments

Por: Agência USP

Um grupo de alunos da Escola Politécnica (Poli) da USP, do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos, desenvolveu um protótipo de um sistema de filtragem para óleo de cozinha usado.
Na última semana, o grupo de estudantes ministrou oficinas na Associação de Catadores de Arujá e região (Cora) com o objetivo de testar o equipamento. A cooperativa recolhe o óleo usado em quatro restaurantes da cidade e também de residências, por intermédio de pontos de coleta.

Agregando valor

Atualmente, o óleo bruto é vendido para empresas que produzem biodiesel ao preço de R$0,50 a R$0,60 o litro. Com a filtragem, o litro do óleo poderá ser comercializado ao preço de R$1,00 a R$1,25.
"No total, recolhemos cerca de duas toneladas de óleo de cozinha por mês", informa Carlos Henrique Nicolau, presidente da Cora.
Além de aumentar a renda de catadores de recicláveis, a iniciativa vai evitar que esse óleo de cozinha seja descartado no meio ambiente de forma inadequada.
Outro uso possível do óleo de cozinha usado é a utilização como combustível em caminhões com motores convertidos.

Filtragem do óleo de cozinha

De acordo com Alexandra Fallon, do MIT, o protótipo teve um custo de R$130,00 e foi produzido com materiais fáceis de serem encontrados, como tambores, tecido jeans, peneira usada em construção, mangueiras de gás, etc, com o intuito de facilitar e baratear a sua produção. "O óleo sai da cozinha com restos de alimentos e outros resíduos e a filtragem dessas impurezas agrega valor ao produto", aponta.
Segundo Alexandra, a filtragem é feita por meio de dois tambores e leva de 3 a 4 dias para filtrar 50 litros de óleo.
No primeiro tambor, o óleo passa por uma peneira para retirar as impurezas maiores, como restos de alimentos. "Esses resíduos poderão ser comercializados para empresas produtoras de ração animal", explica a aluna.
No segundo tambor, o óleo é filtrado por meio de um tecido de jeans. Nesta segunda filtragem, é preciso deixar o tambor ao sol para o óleo decantar e, quanto mais sol houver, mais rápida será a filtragem.

Combustível para caminhões

Alexandra explica que no ano passado o grupo trabalhou na conversão do motor de um caminhão da Cooperalto e outro da Cruma para utilização do óleo de cozinha bruto como combustível. Esse projeto acabou sendo interrompido, pois um dos caminhões se envolveu em um acidente e o outro apresentou problemas no motor.
Por isso, o próximo passo do projeto é realizar outras parcerias com outras universidades do estado de São Paulo para ir aperfeiçoando o sistema de filtragem a fim de tornar o óleo filtrado cada vez mais adequado para uso em motores de caminhões a diesel convertidos.
"Percebemos que este processo de filtragem é muito importante para a utilização do óleo de cozinha nos motores. Então quando este processo estiver bem desenvolvido, pretendemos voltar para o Brasil a fim de trabalhar na conversão de outros motores de caminhão", destaca.

A filtragem é feita por meio de dois tambores e leva de 3 a 4 dias para filtrar 50 litros de óleo. O objetivo é construir um equipamento de baixo custo para uso por cooperativas. [Imagem: Ag.USP]